sábado, 1 de maio de 2010

Aqui começou a história do antigo Asilo-Colônia Aimorés em 13 de abril de 1933. Abriu o portão em forma de Arco a paisagem bucólica a brisa impregnada de oxigênio e colorofila, o sol que já rompia, os animais que à passagem do comboio levantavam as cabeças soltando as bafoadas de fumaça pelas narinas dilatadas, tudo isso para mim era como uma ressureição! Era a vida! Era a liberdade! Liberdade efêmera porque os guardas àquela hora, certamente andavam a minha procura. Vida miserável, vida desgraçada por toda a vida! Sem esperança de cura e a mêrce de uma ciência dúbia, que por uma dúvida, uma incerteza, condenavam, prendia e humilhava milhares de seres humanos por toda vida! Justo agora, ao meu lado, estava sentado um cavalheiro.
Estaria eu, por ventura, contaminado-o?. Certamente que não, de acôrdo com a ciência, que diz: "o bacilo ao ter contato com o ar, deixa de existir". E como pode um corpo morto infiltra-se em alguém? "Essa foi a história de um interno que me contou o momento em que ele cruzava os portões em forma de arco em 26 de novembro de 1934 - C.R.O. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076 / Fev- 1977
A ex: deputada Maria Conceição da Costa Neves que fazia seus programas na Rádio "America", de São paulo, começou receber donativos para a compra do "Promin", eram contribuições de crianças, operários, choferes, enfim de gente simples, humildes que viviam de seu trabalho.
Apesar das pessoas se sentirem imcomodadas com as fotos da ex: deputada exposta no salão do prédio do Cassino no Instituto Lauro de Souza Lima em Bauru/SP, não conhece e não sabem nada da história desta guerreira, considerada a Mãe dos Hansenianos até os dias atuais. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Depoimento de dona Matilde S, que foi prêsa em outubro de 1937 até março de 1938, depois de sair de São Paulo às 13hoo, e chegar em "Aimorés" (Bauru) às 02h30 da madrugada foi recebida pelo carrasco e seus capangas a mando do Dr. Sales Gomes, que me mandou direto para a cadeia do Asilo-Colôna Aimorés onde me deram apenas um colchão, deixando-me isolada em uma cela sem receber visitas e qualquer tipo de alimento do exterior. Quando meu cunhado e meu filho ambos sádios, tiveram permissão para me visitar foram acompanhados por quatro guardas armados com Cacetete, eles puderam ficar comigo apenas por meia hora este era o mundo que nós doentes vivia. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Permanece escrito a 67 anos nas paredes da Tribuna de Honra, no campo de futebol do antigo Asilo-Colônia Aimorés é simplesmente a história registrada pelos craques anônimos que por aqui passaram na década de 1943. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Em 1938 o Índio Aimorés simbolo histórico da antiga Colônia Aimorés, foi colocado na Praça de Esportes hoje abandonada. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Sua flecha permaneceu quebrada durante 36 anos, em abril de 2010 tive a idéia e restaurei preservando assim mais um capítulo da história. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Tomei a iniciativa de restaurar a Flecha do Índio Aimorés, parte da história que caiu no esquecimento dos intelectuais, que não conhecem a verdadeira história. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Este pavilhão foi uma homenagem ao Comendador Pedro Morganti, uma presonalidade da politica bauruense na década de 1953, do mesmo pavilhão nem os escombros restam mais foi demolido em 1977. Foto: Jaime Prado - Mtb: 038076
Colônia de casas geminadas da Rua: Araraquara o terceiro marco da história do antigo Asilo-Colônia Aimorés em Bauru/SP - 1933. Foto: Arquivo da SB
Esta foto mostra o primeiro pavilhão que foi inaugurado no Asilo-Colônia Aimorés, em 13 de abril de 1933. Foto: Carlos Giaxa
Portaria a primeira entrada do Asilo-Colônia Aimorés, inaugurada numa quinta feira ás 10h30, em 13 de abril de 1933. Foto: Cedida por um ex: interno 23-04-1933